Sábado, 22 de Novembro de 2008

Patagônia 2008 - Trigésimo-segundo dia - Puerto Puyuhuapi - Passeio nas Termas

Passeando pelas redondezas de um final de tarde em Puyuhuapi.
Esta foto foi batida pela Su e mostra toda a sua sensibilidade.

Segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Não tínhamos exatamente nada programado ou fechado para fazer nesta segunda-feira em Puerto Puyuhuapi. Mas sabíamos, ou melhor, a Cecília sabia da existência de 2 termas próximas à cidade. No hotel, as meninas se informaram como chegar, horário e preço.

Após um rápido café, e nada aqui acontece antes das 8 e meia ou 9 horas, saímos em direção a um pequeno cais próximo à cidade para pegar o barco que nos levaria às Thermas Puyuhuapi. Nos informaram que era a melhor que tinha. O dono do nosso hotel confirmou que iríamos, nós 4 e mais um casal de alemães que morava há 20 anos no Brasil. Chegamos ao cais por volta das 10 horas e o barco que nos levaria ás termas chegou logo depois. Pelo que nos disseram não tinha outra forma de chegar. E foram uns 15 minutos de barco apreciando uma vista lindíssima. Voltando um pouco, tivemos um certa dificuldade para encontrar o porto, mas anda daqui, anda de lá, alguns minutos depois já havíamos localizado o local correto para embarque.

Antes de chegar, já começamos a ver o belissimo hotel, onde havia as termas, que iriamos passar o dia. Ao chegar a pessoa responsável nos levou para um rápido tour pelas cercanias e apresentando as piscinas de água quente que poderíamos usar. Caso quiséssemos usar as piscinas internas e externas, pagaríamos 20.000 pesos cada um. Mas como uma das piscinas externas estava em manutenção, disse que poderíamos usar a interna por 10.000 pesos. Alugamos um roupão cada um por 2.000 pesos e fomos aproveitar. E realmente foi muito bom, e além da água quente, ducha, jacuzzi, tínhamos uma vista maravilhosa.

Começamos a aproveitar a piscina por volta das 11 da manhã e tínhamos até as duas, horário em que ela seria fechada para limpeza e manutenção. Após esse relaxamento de quase 3 horas, fomos almoçar no restaurante do hotel. Tudo muito muito bom, adoramos tudo. Às 3 e meia pegamos o barco de volta, do porto saímos atrás de combustível e tentar lavar o carro, pois partiríamos no dia seguinte com destino à El Bolson na Argentina.

Enquanto o Paulo enchia o tanque do carro eu, a Su e a Cecília fomos dar uma volta pela redondeza e tirar algumas fotos. Foi aí que fiz a coisa mais idiota da minha vida. Vi um barranco de mais ou menos um metro e meio de altura e resolvi pulá-lo Mas antes, posicionei a máquina fotográfica no automático para disparo em 10 segundos e corri para o barranco e pulei com os braços abertos que nem o final do filme "Asas da liberdade" de Alan Parker. Só que o chão lá embaixo estava desnivelado e o capim molhado. Resultado, caí com as pernas uma pra cada lado e com o joelho e o tornozelo esquerdo torcido. Foi uma dor horrorosa e achei que tinha estourado todos os ligamentos.

Levantei devagarinho, tentante entender o que tinha acontecido. Uns 15 minutos depois eu estava andando e vi que não tinha quebrado nada e nem rompido nenhum ligamento. Fui pro carro mancando. Saímos e ainda fomos fazer compras para o lanche que faríamos à noite, pois já havíamos gastado muito naquele dia. As compras também serviriam para o café da manhã do dia seguinte. Chegamos ao hotel e não saí mais. Coloquei água quente no joelho e tornozelo esquerdo. Fiquei com preguiça de buscar os remédios que estavam no carro e tive uma noite de cão. Não dormi direito, pois a cada mexida, eu sentia dor e acordava. Mesmo a massagem que a Su me fez com um ungüento comprado em Pirenópolis, não adiantou.

Por causa dessa brincadeira sem graça e estúpida eu quase acabei com as minhas férias.

E ainda teve um pequeno "desentendimento" com a dona do hotel Casa Ludwig. As meninas foram solicitar um café antecipado para às 7 horas da manhã. A dona alegou que não era possível, pois o café só era servido às 8. Caso fossemos tomar o avião, ela ainda abriria uma exceção. Mas só pra sair mais cedo, ela não faria nada. Eu diria que dos 4, só eu não fiquei muito indignado. E assim foi nosso trigésimo-segundo dia de viagem. Até a próxima.

Sueli e Cecília no porto, junto com o casal de alemães,
aguardando o barco chegar
para nos levar às termas.


A Su, Paulo e Eu já no barco e indo para as termas.
O piloto chama-se Juan e ao lado o seu filho Joaquim

Uma vista do Hotel e thermas Puyuhuapi. Tudo de bom num só lugar.
[Clique na foto para ampliar]

Uma foto mais de perto.

Eu e a Su nessas águas quentes maravilhosas...

A Su aproveitando a massagem na jacuzzi.
Olha só que cara boa!

Ô vida difícil! Não tiramos nenhuma foto com os 4 juntos.

Eu e o Paulim aproveitando as termas.

Preciso dizer algo?

Gostei muito dessa foto. Acho que é um bom retrato de 2 pessoas
de 50 e poucos anos e de como estamos hoje.

Estávamos já no restaurante aguardando o garçom nos atender.

E pelo posicionamento da foto, acho que foi tirada pelo Paulo.

Nós 4 já devidamente servidos e pousando
com os nossos pedidos.

A arte e a sensibilidade contida nesta sobremesa.

Uma equipe de jornalistas brasileiros estavam
fazendo uma reportagem nas termas
onde estávamos.


Após voltar das termas, passeando pelas redondezas
de Puyuhuapi.
A tentativa de imitar o filme "Asas da liberdade" de
Alan Parker. O resultado foi que me machuquei feio.


Nossa pousada, a Casa Ludwig, vista das imediações.

3 comentários:

Clara Favilla disse...

Tô doida pra vc chegar ao dia 36 da viagem pra me contar o dia de bode do Paulim. Ele disse que não gostou de nada nesse dia. Quero saber o outro lado da história. Beijos. saudades.
A tua bananeira está com um cacho bem grande.
Mais beijos

Clara Favilla disse...

Nossa, o teu dia 32 da viagem parece que foi bem melhor que o do Paulim. Nossa, você colocou muito mais coisas.
E a Cecília não aproveitou as águas quentes não? os dois blogs esqueceram da menina. Que coiSA!!!!

Dante Favilla disse...

Clara, a falha já foi corrigida! Beijos.